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Abr 07
Hoje quando estava a arrumar o meu quarto, deparei-me com uma saca preta que estava atrás do guarda-fatos. Cheia de curiosidade peguei na saca e tirei de dentro o meu diário. Este estava coberto de pó, pois já não escrevia nele há muito tempo. Quando ia a limpá-lo ouvi alguém a tossir. Olhei para todos os lados e como não vi ninguém, voltei-me de novo para o diário, e continuei a limpá-lo. Mas desta vez ouvi uma voz: -Ai agora limpas-me? -Quem falou? – Perguntei eu meia assustada. -Quem é que achas que falou, estás a ver mais alguém neste quarto, a quem tu estejas a limpar? -Mas como é que tu falas? -Falando, abro e fecho a boca, que depois transmite sons. -Nunca pensei que fosses tão engraçadinho, muito menos que falasses, e aliás tu não tens boca. - A pensar morreu um burro, AH, e eu tenho boca, tu é que não a vês. -Mais uma piadinha dessas e atiro-te pela janela fora. -Não tinhas coragem! Peguei no diário e aproximei-me da janela: -Tens a certeza que eu não tenho coragem? -Só garganta, mas aviso-te já, se tu me atirares pela janela fora, eu conto aos teus pais todos os teus segredos. -Então força, queres que eu te leve até eles? E aliás, primeiro, tu não consegues falar com mais ninguém que não eu, segundo, Se por acaso conseguisses, eles não iriam acreditar em ti e terceiro, tudo o que tu sabes já está desactualizado, o computador sim, esse sabe tudo, pois é nele que eu escrevo agora. -Olha, e que tal tu acalmares-te, não percebo porque é que estás assim, afinal estás de férias, e ainda melhor, estás quase a fazer anos, não tens motivos para estar assim. -As férias são uma seca, já tenho saudades das aulas. -Das aulas ou do… -Nem te atrevas a dizer o resto, mais uma palavrinha que digas á cerca deste assunto, e só paras á beira do meu cão, e olha que ele adora destruir coisas. E já agora, sim, eu estou com saudades das aulas. -Vais dizer que não tens saudades do… -Cala-te, não tens nada a ver com isso. -Não percebo porque é que não queres que eu diga… -Já te avisei para te calares. -Calma eu só ia dizer que não percebo porque é que não queres que eu diga “o resto”. -Porque eu vou ter de escrever esta conversa e publicá-la no meu blog, e de seguida o meu Director vai comentá-la. -AH, já percebi, e depois ele vai… -Cala-te, não continues se não vais dar-lhe ideias. Olha e agora vou colocar-te no sítio onde estavas, porque eu tenho mais composições para fazer. E coloquei-o no sítio.

Era uma vez um homem que tinha um amigo chamado Jacinto. Esse amigo era muito rico. Jacinto tinha tudo o que existia no mundo, mas mesmo assim não era feliz. Num dia de Primavera Jacinto decidiu ir com o seu amigo para o solar de Torges. A casa para onde eles iam, não tinha nada a ver com a dele, era uma casa muito mais pobre. Os amigos foram de comboio, e todas as coisas existentes na casa de Jacinto, iam numa carruagem. Quando estes chegaram ao destino, assustaram-se com o que viram, pois a casa não tinha condições nenhumas. O pior foi quando lhes disseram que as suas coisas ainda não tinham chegado. Os dois amigos tiveram de ficar naquela casa pobre, praticamente sem condições e ainda por cima sem os seus bens. Mais tarde chegaram á conclusão que a comida também não era nada boa, e as camas muito desconfortáveis. Passados alguns dias o amigo de Jacinto decidiu abandonar a casa, deixando Jacinto sozinho. Um dia o amigo foi visitá-lo, e ficou muito admirado com a maneira com que o Jacinto estava a lidar com a sua nova vida. Agora sim, Jacinto era muito mais feliz, e o amigo descobriu uma das coisas que o tinham feito feliz, Jacinto, em breve, ía casar-se com uma rapariga da Serra.

Depois de uma longa conversa com o meu diário, e depois de o ter guardado, continuei a arrumar o meu quarto. Arrumei a roupa toda do guarda-fatos e quando ia a fechar a porta, reparei que o espelho estava sujo, por isso fui buscar um pano para limpá-lo. De repente, quando o pano tocou no espelho, alguém do outro lado me puxou. Quando já tinha passado por entre o espelho, levantei-me e perguntei a mim mesma o que é que eu estava a fazer ali, num mundo completamente diferente do meu., ou pelo, menos do que eu estava habituada. Naquele mundo as casas eram muito pequenas tal como os carros e as pessoas, resumindo e concluindo era tudo mais pequeno do que no mundo normal. Eu continuava sem perceber o que é que eu estava ali a fazer, no mundo dos anões. Como eu ainda estava em estado de choque, não me mexia o que levava os anões a pensarem que eu era uma estátua, alguns deles até me tiraram fotografias. E lá estava eu, quieta para não assustar ninguém. Mas a certa altura fartei-me de estar quieta, por isso levantei-me, e como eu já estava á espera todos os anões começaram a fugir. Admiravelmente, houve um que não teve a mesma reacção, apenas ficou parado a olhar para mim. Então peguei nele, e perguntei-lhe: -Como é que te chamas? -Eu chamo-me Steven, e tu? -Eu chamo-me Dulce, mas preferia que me tratasses por outro nome. -Sim, mas qual? -Já sei – Gritei eu – Stephanie. -Gosto da ideia, agora tens um nome parecido com o meu. Mesmo depois de ter ganho um amigo, eu não me sentia bem no mundo dos anões, preferia mil vezes o nosso. O Steven apercebeu-se da situação, e deu a ideia de voltarmos ao sítio onde eu tinha aparecido. E assim foi, regressamos ao local, e lá estava o espelho prontinho para me receber de volta. Antes de atravessar o espelho prometi ao Steven que voltava, para o ver. E logo de seguida atravessei-o. Finalmente tinha chegado a casa.

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